Em um cenário de rápidas transformações energéticas, a geração distribuída surge como uma força motriz capaz não só de redefinir a matriz elétrica brasileira, mas também de criar uma série de oportunidades de negócio inéditas. Enquanto o mundo caminha rumo à sustentabilidade, o Brasil se destaca com números expressivos e um potencial extraordinário para quem deseja empreender ou investir.
Até 31 de março de 2025, mais de 3,4 milhões de sistemas de geração distribuída estavam conectados à rede elétrica brasileira, totalizando 38,44 GW de potência instalada. Desse total:
Além disso, o crescimento no primeiro trimestre de 2025 foi surpreendente: 195 mil novas instalações, adicionando 2,15 GW e atraindo 300 mil novos consumidores. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) projeta mais 13,2 GW de novos projetos solares até o final do ano, com o objetivo de atingir 50% da matriz elétrica em fontes renováveis até 2030.
A revolução da geração distribuída impacta diretamente a economia e a sociedade. Já são cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos gerados em todos os municípios brasileiros, movimentando pequenas empresas de instalação, manutenção e consultoria.
Mais do que emprego, trata-se de transformar consumidores em produtores, promovendo autonomia energética e redução de custos. Em áreas rurais, por exemplo, produtores agrícolas se beneficiam da redução de tarifas, liberando capital para reinvestir em suas atividades.
O mapa geográfico aponta regiões com maior crescimento. Confira os cinco estados que mais adicionaram novas unidades consumidoras no 1º trimestre de 2025:
A geração distribuída ocorre quando a energia é produzida no próprio ponto de consumo, seja em residências, comércios ou fazendas. Isso contrasta com a geração centralizada, típica de hidrelétricas e termelétricas, que exige longas redes de transmissão.
As principais fontes usadas são solar fotovoltaica, eólica e pequenas centrais hidrelétricas. A energia excedente pode ser injetada na rede, gerando créditos que abatemos em contas futuras. Esse modelo democratiza o acesso à energia e fortalece a resiliência das comunidades, reduzindo perdas e custos de distribuição.
O mercado oferece diversas formas de lucrar com a energia distribuída. Veja as principais:
Cada modalidade requer conhecimento técnico e regulatório. Para atuar em leilões, por exemplo, é preciso estar registrado na CCEE e atender a exigências mínimas de demanda, entre 500 kW e 3 MW.
Grandes redes de supermercados adotaram o autoconsumo remoto ao instalar usinas em terrenos mais baratos no interior do país, usando créditos para abater contas em diversas filiais. Esse modelo trouxe previsibilidade de receita e redução de custos operacionais.
Na área rural, cooperativas de agricultura familiar instalaram sistemas fotovoltaicos, reduzindo despesas com eletricidade e investindo a economia em tecnologias de cultivo. O impacto social vai além do lucro: fortalece comunidades e atrai jovens ao campo.
Para ingressar nesse mercado em expansão, siga estes passos:
Contar com software de simulação e entender faturas de energia são diferenciais que podem acelerar o sucesso.
Além do aspecto econômico, a geração distribuída contribui significativamente para a redução de emissões de CO2. Cada quilowatt gerado por fontes renováveis evita o uso de termelétricas, diminuindo o impacto ambiental.
Socialmente, a descentralização da produção energética fortalece a autonomia das comunidades, reduz a vulnerabilidade a apagões e promove justiça ambiental. Pequenos municípios, antes alijados dos grandes projetos, agora produzem sua própria energia e reinvestem recursos localmente.
Com projeções de crescimento contínuo, a geração distribuída deve alcançar patamares ainda mais elevados. A expansão de novas tecnologias, como baterias de armazenamento e smart grids, criará soluções inovadoras para gerenciamento energético.
Empreendedores que se anteciparem às tendências, dominarem a regulação e investirem em modelos de negócio escaláveis estarão na vanguarda dessa revolução. O Brasil, com seu potencial solar abundante e mercado receptivo, oferece um terreno fértil para quem deseja alinhar lucro e sustentabilidade.
A revolução da energia distribuída representa uma virada histórica na forma como produzimos, consumimos e comercializamos energia. É uma oportunidade única de gerar renda, criar empregos e construir um futuro mais sustentável e equitativo.
Quer você seja um profissional em busca de novos desafios, um investidor em busca de retornos sólidos ou uma comunidade querendo independência energética, este é o momento de embarcar nessa jornada transformadora.
Não espere: o sol já está brilhando para você. Aproveite a revolução da energia distribuída e lucre, ao mesmo tempo em que faz parte da solução para um planeta mais verde.
Referências